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06/09/2009 - 18h15

Projeto indigenista insano, interesseiro e conflituoso de Pátria

 
 

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Dominada pelo narcotráfico, aldeia adota toque de recolher.  Valorização explica o bom desempenho de nipo-brasileiros.  Estas duas manchetes, leitor, estão no Correio do Estado de 30/08/09, Domingo, em suas  primeira e  oitava paginas, referindo-se a realidades contrastantes presentes  em nosso MS . Sobre os nipo-brasileiros,  aponta para o desenvolvimento social a partir da imigração japonesa, mostrando a integração familiar e a valorização da instrução e do trabalho como fatores preponderantes nesse "bom desempenho". Sem paternalismo, o imigrante venceu as barreiras culturais, da língua,  preconceitos e, mantendo traços culturais, integrou-se, constituindo uma parcela próspera e construtiva da Nação. Já a primeira manchete, enfocando uma comunidade indígena,  desnuda uma das vergonhas nacionais, ou melhor, um crime de lesa humanidade praticado pelo Estado brasileiro: a degradação social e familiar das comunidades indígenas.

Crime, leitor, porque a política indigenista vigente mantém nossos índios num "limbo cultural", quando não lhe dá condições educacionais para que ele possa ocupar, sem paternalismo, um lugar em que possa se beneficiar dos benefícios da civilização. Limbo, leitor, seria um lugar que não é uma coisa nem outra, apenas mantém as comunidades indígenas despreparadas, impedindo  que elas realizem seus desejos: desenvolvimento e bem estar social.  Mas por outro lado, a condição de miserabilidade mantém uma rede de verbas, empregos e ONGs que dela se beneficiam. Índios latifundiários e "sem terras", praticamente sem cultura alguma,  deterioram-se a olhos vistos. Se não é a imprensa, tudo se mantém às escondidas, como era o caso da mortalidade infantil. Os óbitos em função da criminalidade eram até aqui apontados como coisa de jagunços e falta de terra. Mentira, leitor! Falta de investimento, educação, preparo de mão de obra e respeito pelo maior desejo do índio: participar da sociedade e nela prosperar. A política oficial e ongueira tem, sistematicamente, tentado reduzir tudo à falta de terras, porque assim esconde o fracasso de sua política e promove conflitos. Aí estão as invasões financiadas com recursos externos, que o só MPF não viu. Vejam também as expansões de aldeias sobre propriedades legítimas, graças a "identificações de terras indígenas" onipotentes e ideológicas, que impedem o pagamento pelas propriedades. A União lava as mãos e o Governo Lula já desloca forças policiais para a região, coisa que não acontecia  quando os pioneiros eram expulsos de suas casas. E continuarão sendo expulsos pelos laudos antropológicos e interpretações ideológicas da Constituição.

Saída? Quem vê uma saída justa e integradora, se não há vontade política para isso? Afinal, se nada impede a compra de terras para as comunidades indígenas, como se comprou para a aldeia Passarinho, em Miranda, com indenização paga pela Petrobrás, qual é o empecilho? Não temos cinco bilhões para emprestar ao FMI? Trezentos milhões para fazer uma estrada na Bolívia? Onde foram parar os quatrocentos milhões de dólares do Programa Pantanal, que a Ministra Marina sorveteu para a sua Amazônia? E nossos Senadores e Deputados federais, vão engolir a criminalização de nossa história e verem passivamente nossos pioneiros rurais  transformados em "ladrões de terras indígenas" , sendo escorraçados de suas propriedades legitimadas desde o Império, União, pelo Mato-Grosso e Estado de Mato Grosso do Sul?

Até onde caminhará esse projeto indigenista insano, interesseiro, conflituoso e sem noção de Pátria? Até onde?

Valfrido M. Chaves   Psicanalista, Pós Graduado em Política e Estratégia Adesg/CDB

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