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16/09/2010 - 13h42

Entre moralistas, mensaleiros e aloprados

 
 

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Temos certa estabilidade na alma. Não dormimos angustiados, sem sabermos se acordaremos apaixonados pela cunhada, pelo vigia, passando cheque sem fundo ou se assaltaremos um banco. Vez ou outra fazemos besteiras, ninguém é perfeito, por isso o mundo não é monótono. Isso posto, Leitor, tenho como oportuno lembrar um fenômeno grupal que, sobretudo junto a grandes abalos sociais, tem sido capaz de alterar profundamente a alma humana, mais para o mal do que para o bem, conforme nos mostra a História. Trata-se da Ideologia.

Quero me referir aqui especificamente àqueles conjuntos de idéias e concepções totalitárias, onipotentes que, a menos de 70 anos, dominaram meio mundo, nele escrevendo páginas inimagináveis de crueldade e loucura coletiva. Foram crenças totalitárias porque negavam a pessoa humana, tornando-a insignificante diante de uma crença e do Estado, o todo. Uma delas pretendeu compreender e executar a marcha da História na direção do socialismo. Para a militância embriagada por tais concepções, leitor, não há verdade ou mentira, moral ou imoral, honestidade ou cretinismo: a práxis pela marcha da História e pelo socialismo a tudo aceita e justifica. Para ela, não há diferença entre um sequestro, rezar um terço, traficar uma tolelada de cocaina ou superfaturar uma fazenda no Incra.

O que vale é a apropriação de recursos para a causa ou a bolsa dos compadres. Não bastando isso, os militantes das causas totalitárias, onipotentes e redentoras da humanidade se sentem deuses justamente quando, pela causa, violam a moral, a verdade, as leis. Assim como os drogados nos chamam de caretas por não participarmos de seu mundo delirante, a militância historicista-socialista nos chama de moralistas quando não aprovamos seus mensalões, alopramentos e violação da privacidade de caseiros ou familiares de candidatos oposicionistas. Seríamos curtos, limitados de consciência histórica! Por isso não aceitamos a grandeza de seus atos de terror, corrupção e mensalões, nem alcançamos ver a beleza contida na cínica negação de seus crimes.

Como essa lógica está plantada na alma de um milhão de militantes, como disse o presidente do PT, não dá mesmo para controlar os alopramentos, quando eles não dão certo e suas origens vem à tona. Finalmente, se perguntar não ofende, onde estariam a eficácia e as algemas federais na época do Mensalão e porque não foram usadas com os aloprados? De onde veio aquela grana toda, que nem podia ser fotografada? Alguém consegue imaginar que as algemas serão usadas em Corumbá, face ao noticiado superfaturamento de fazenda pelo Incra? E as grandes fortunas ultimamente surgida na República dos Laranjais e à sombra do poder estatal, continuarão tendo seus rastros blindados? Perguntando ainda, por perguntar: quem são os públicos e notórios amigos de pescaria, pacús e picanha do Presidente Lula, na República dos Laranjais?

Valfrido M. Chaves Psicanalista, Pós Graduado em Políticas e Estratégia Adesg/UCDB
vmcpantaneiro@terra.com.br

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