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20/01/2010 - 07h07

CO2 o gás da vida

 
 

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A entrevista concedida ao programa canal livre, da rede bandeirantes de televisão, no último domingo, pelo climatólogo e professor doutor Luiz Carlos Molion da Universidade Federal de Alagoas, deixou muitos telespectadores no mínimo curiosos, sobre a possibilidade do tão temido gás CO2 não ser nocivo a camada de ozônio, e por seguinte ao problema envolvendo o aquecimento global, segundo o renomado climatólogo, vem havendo algum tempo um enorme interesse dos países desenvolvidos e das grandes corporações em fazer alarde em relação à emissão de CO2 principalmente nos países em desenvolvimento leia-se China, Rússia, Índia e até mesmo Brasil.

Indagado pelos jornalistas em relação à diminuição das geleiras do ártico e do aumento da temperatura global, Molion foi bastante enfático ao dizer que não existe base cientifica para tais afirmações, e que existem dados comprovados de que na Antártica as quantidades de geleiras aumentaram, bem como, a temperatura global caiu nos últimos dez anos, o professor explica que a base de dados utilizada para as pesquisas não são confiáveis, haja visto, que os termômetros usados estão localizados nas grandes metrópoles e estes, estão influenciados pela existência de ilhas de calor (calor urbano).

Venho acompanhando artigos e entrevistas do Doutor Molion há algum tempo desde o final da minha graduação e o mais curioso é que existe muita fundamentação científica sobre suas afirmações, que como o mesmo alega existem dados comprovados sobre o resfriamento global e da não interferência do gás CO2 sobre as temperaturas, ao contrário o CO2 é o gás da vida, se o CO2 dobra, a produção das plantas aumenta, e a pergunta que fica então, o homem teria poder de influenciar o clima global?

Sobretudo em relação à ciência do clima podemos dizer quem estuda as Geociências sabe que a Terra sofre ciclicamente o processo natural da glaciação onde boa parte do planeta tem alterado seu clima. Assim o resfriamento de determinadas regiões, o derretimento das calotas polares e a desertificação de áreas antes úmidas também fazem parte desse rol de conseqüências, que obviamente se estendem muito além do que aqui propomos extrair.

Existem fortes evidencias cientificas, apoiadas na paleoclimatologia que estamos a caminho de uma nova glaciação, ou seja, períodos de frio intenso quando a temperatura da terra abaixa com o aumento de geleiras nos pólos e em zonas montanhosas, essa teoria vai contra o que a mídia global e a maioria dos cientistas afirmam sobre o aquecimento do planeta.

As afirmações do nobre cientista Molion, abrem uma seria discussão em torno das conferencias mundiais sobre o clima global, sobre a sua verdadeira utilidade. Se Kyoto, Montreal e Copenhague são uma farsa, sob o ponto de vista cientifico estão usando o clima do mundo para tirar vantagem comercial e em desfavor a ciência o que é mais sério. Sob o ponto de vista sócio-econômico, é no mínimo catastrófico anunciarmos temperaturas mais amenas a cada inverno, pois como sabemos temperaturas mais frias não são boas para a agricultura e para o comércio, fora que não precisamos falar que em baixas temperaturas o corpo humano consome mais alimento para se manter aquecido.

No entanto, entendemos que plantar árvores, reflorestar áreas desmatadas, proteger os mananciais é uma ação altamente benéfica para a conservação ambiental. A cobertura vegetal, dentre outros benefícios, protege os solos contra erosão da chuva e dos ventos, diminui o assoreamento dos rios, preserva a qualidade da água e da vida aquática. A evapotranspiração das árvores, por sua vez, consome grandes quantidades de calor e ajuda a refrigerar o ar próximo à superfície.

Sendo assim entendemos que a conservação ambiental é uma necessidade de sobrevivência da humanidade, independente de mudanças climáticas, quer seja aquecimento global, quer seja nova glaciação a vista.

Por Henrique Mamede Abrão, Geógrafo pela Universidade Federal de Mato Grosso(UFMT), membro da Associação Brasileira de Climatologia Geográfica - ABCLIMA.

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