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13/10/2009 - 08h56

O governo financia o crime

 
 

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Novamente a sociedade brasileira fica estarrecida, com mais uma invasão e destruição de uma propriedade rural por bandidos que cometem estes atos de vandalismo colocando-se atrás de uma bandeira de "Movimento Social".

 

No Brasil que conheço e me orgulho de haver nascido, pessoas, empresas e entidades são obrigadas a ter RG, CPF ou CNPJ, título de eleitor, comprovantes de residência e outros documentos mais para poder ter direitos e deveres na sociedade.

 

Sem esses documentos pessoas e empresas não estudam, não votam, não dirigem veículos, não abrem contas em bancos, não obtêm financiamentos, não prestam concursos públicos ou participam de concorrências, enfim, não podem existir.

 

Com tudo isso, os governantes deste mesmo Brasil, em diversas esferas, continuam financiando essas destruições criminosas através de repasses de verbas públicas a entidades ligadas a estes "Movimentos" que não possuem nenhuma das referidas identificações, ou seja, não existem.

 

E quando se pretendia instalar, na Câmara dos Deputados, uma CPI para verificar a origem das verbas destinadas a estes "Movimentos", alguns deputados que já haviam assinado o requerimento retiraram covardemente o apoio à CPI, sabe-se lá a que custo.

 

O próprio ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, em ofício encaminhado esta semana à Câmara dos Deputados, admitiu que o governo repassou a estas entidades, somente entre 2004 e 2008, R$ 115 milhões.

 

Fica fácil entender, então, como, em todas as invasões e destruições de propriedades rurais e prédios públicos, os "Movimentos" chegam em diversos ônibus, uniformizados com camisetas e bonés, e armados com suas "ferramentas de trabalho", conhecidas pelos verdadeiros produtores como foices, capazes de cortar galhos de mato com até 10 cm de diâmetro, o que dirá então da facilidade da degola de um ser humano no confronto com policiais ou cidadãos.

 

Esses bandidos tem se achado inclusive no direito de determinar quais as áreas produtivas ou improdutivas do país e, ultimamente, elegeram o agronegócio brasileiro como seu principal alvo.

 

Isto pôde ser verificado nas destruições dos campos experimentais de sementes de diversas empresas, como Monsanto e Syngenta, ocorridas meses atrás.

 

Agora, destroem 12.000 pés de laranja produzindo, de uma propriedade pertencente à maior exportadora brasileira de suco de laranja. Não satisfeitos, destruíram também máquinas e equipamentos da propriedade, como, aliás, fazem em todas as invasões.

 

Como a destruição foi filmada e transmitida por diversos canais de TV do país, criou-se um verdadeiro alarde na população e no meio político brasileiro. Ocorre que isso vem ocorrendo às centenas de vezes, e o poder público não prende ninguém, muito pelo contrário, continua financiando.

 

Quem se esquece das diversas invasões de prédios do INCRA, do Banco Central e da destruição da Câmara dos Deputados em Brasília? Alguém está preso ou arcou com os prejuízos aos bens públicos e privados?

 

O que falta é honestidade, em todos os três poderes, para exercerem os cargos que ocupam, pois, um não legisla para impor limites, outro não determina as prisões e o outro não prende.

 

Entretanto, penso que é esta mesma a intenção, haja vista que, historicamente, em todos os países onde ocorreu a mudança de regime político, destruíram primeiro o campo para depois dominarem as cidades.  Que o digam os "muy amigos" Hugo Chaves, Evo Morales e agora o Zelaya.


Por João Bosco Leal
Produtor rural em Mato Grosso do Sul.

 

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