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Homem Pantaneiro

20/08/2013 - 14h04

Coluna Homem Pantaneiro – Conheça Ângelo Rabelo

 
 

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Silvio Carlos - Ass. Com. IHP
Coronel Ângelo Rabelo do Instituto Homem Pantaneiro
Coronel Ângelo Rabelo do Instituto Homem Pantaneiro

A Coluna "Homem Pantaneiro" traz um personagem muito especial para história do estado e região do Pantanal: Coronel Ângelo Rabelo, homem determinado, de causas e causos. Lutador que não cansa de trabalhar a frente do Instituto Homem Pantaneiro em Corumbá (MS), acredita que a educação é base para o desenvolvimento social e ambiental.

Seu trabalho no Instituto Homem Pantaneiro (IHP) promove o desenvolvimento e a sustentabilidade da região do Pantanal por meio de ações nas áreas de educação, cultura, desenvolvimento social, preservação, conservação do patrimônio cultural e do meio ambiente.

O Instituto é de sua criação, a organização implementa atividades enfocadas na inclusão, geração de renda e socialização dos habitantes da região. Promove intercâmbio cultural entre os países da América do Sul. As atividades internacionais do Instituto Homem Pantaneiro, são realizadas por meio do Programa Moinho Cultural Sul-americano, com um especial enfoque na Bolivia. Esse programa atende cerca de trezentas crianças das comunidades ribeirinhas.

O Coronel Ângelo Rabelo fez parte da Policia Militar Florestal, quando era comandante na região, constatou que era indispensável um trabalho de conscientização ambiental junto a sua equipe. Por isso elaborou um programa de entretenimento e articulação entre as corporações regionais que se estendeu por todo o país, com a participação de centenas de oficiais, sargentos e soldados em cursos de estratégia para a conservação da natureza. Cerca de 250 oficiais já passaram pela capacitação por meio do curso de Estratégia para a Conservação da Natureza e hoje já exercem comando sobre outros 5000 homens.

Como Secretário de Meio Ambiente, Cultura e Turismo do Mato Grosso do Sul, Ângelo contribuiu para a implementação de políticas públicas, como o sistema de licenciamento e a organização das atividades de turismo local e a implantação de diversos projetos culturais na região.

Confira agora um bate papo exclusivo com Ângelo Rabelo:

Qual foi a motivação, a inspiração para criação do Instituto Homem Pantaneiro?

Ângelo Rabelo: Após quase 20 anos trabalhando dentro do pantanal como policial militar florestal, despertei um desejo de continuar atuando na proteção do pantanal. O bioma é fantástico e sedutor. O pulso de inundação da região (enchente e vazante) é o principal determinante dos processos ecológicos no Pantanal. A variação climática, chuva e estiagem, bem como o encontro da planície e os morros que compõem a Serra do Amolar (área foco de atuação do IHP, que chegam até 1000m de altitude) proporcionam uma diversidade de ambientes e consequente riqueza de espécies nesta região. Todos estes fatores contribuem para que a região da Serra do Amolar tenha características únicas, conferindo uma megadiversidade de espécies na região. Os desafios de protegê-lo precisam ser executados por inúmeros colaboradores, e foi neste contexto que com alguns amigos decidi criar o IHP como forma de propiciar a conservação do Pantanal e a cultura do Homem Pantaneiro.

O srº está satisfeito com o resultado do seu trabalho a frente do IHP?

A.R.: Nossa missão é ampliar o número de áreas protegidas no Pantanal e proteger a cultura pantaneira que esta ameaçada. Nos últimos anos construímos com parceiros a Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar somando forças com ao Parque Nacional do Pantanal. Estabelecemos inúmeras ações voltadas a proteção destas área que totalizam mais de 200 mil hetares com projetos de monitoramento, prevenção e combate ao fogo, comunicação e pesquisa científica. Ações sociais voltadas as famílias do entorno das áreas também são executadas de forma a buscar conciliar os interesses. Inúmeras parcerias foram firmadas e na pesquisa científica estamos muito otimistas com os resultados que evidenciam a alta biodiversidade da região. Neste momento, estamos captando recursos para o Memorial do Homem Pantaneiro que certamente será uma referencia da história do homem na região do pantanal. Sigo otimista e satisfeito com os resultados e o trabalho da equipe do IHP.

Seus objetivos estão sendo atingidos?

A.R.: Certamente. Eles são claros e certamente devem ser revistos ano a ano para assegurar maior eficiência.

Quais são os projetos a curto e a longo prazo?

A.R.: A curto prazo estamos empenhados em implementar uma Plataforma Geocolaborativas em parceria com a Agrotools e a Esri para permitir via web visibilidade da região que trabalhamos e os inúmeros projetos que executamos voltados conservação das áreas. A longo prazo buscamos captar recursos para manter e ampliar o número de áreas protegidas.

Qual o significado do Instituto para o senhor?

A.R.: Ele é parte de um propósito de vida.

Qual o principal objetivo do IHP?

A.R.: Preservar e conservar o Pantanal, resguardando as características físicas, biológicas e culturais, por meio do fomento à geração de conhecimento por pesquisas científicas e incentivo às parcerias institucionais.

O IHP recebe algum tipo de apoio?

A.R.: Sim; hoje nosso principal mantenedor é a MMX Mineração. Fazemos inúmeros projetos voltados a captação de recursos e participamos em inúmeros editais.

O IHP tem parceiros? Quem são eles?

A.R.: Precisamos de parceiros para trabalhar, nossos parceiros hoje são: Fundação Ecotrópica, Instituto Acaia Pantanal, Instituto Chico Mendes por meio do Parque Nacional do Pantanal e a Policia Militar Florestal.

Qualquer pessoa pode ajudar ou ser parceiro do IHP?

A.R.: Sim; buscamos permanentemente parceiros para ajudar em nossas ações, parceiros que sejam comprometidos com a conservação da natureza. 

Até a próxima!

Por Lilian Andréia

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