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Homem Pantaneiro

20/06/2013 - 16h20

Coluna Homem Pantaneiro – Conheça Izulina Xavier

 
 

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Reprodução Facebook
Izulina Xavier
Izulina Xavier
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Izulina Xavier
Izulina Xavier

A Coluna "Homem Pantaneiro" traz uma personagem muito especial para história do Mato Grosso do Sul e região do Pantanal: Izulina Gomes Xavier, mulher de muita força e garra, que coloca amor em tudo o que faz.

Dona Izulina nasceu no ano de 1925, no Piauí, sétima filha de dez filhos de seus pais (seis homens e quatro mulheres) foi a única a escolher o caminho das artes. Com 14 anos de idade mudou com os pais para o estado de São Paulo. Foi lá que sua família trabalhou plantando e colhendo algodão e dessa forma fizeram a vida.

No dia 19 de setembro de 1944 casou com José Xavier e veio morar na capital do Pantanal, cidade de Corumbá (MS), na época com 19 anos. Dona Izulina já foi escolhida como símbolo da mulher corumbaense. Hoje, cidadã corumbaense e sul mato grossense faz parte do cotidiano da cidade de Corumbá como um patrimônio histórico vivo.

Sua casa reserva muitas surpresas, é um verdadeiro santuário, há inúmeras obras confeccionadas em pó-de-pedra e concreto, cerâmica e entalhes de madeira. Em seu muro, painéis autoexplicativos narram trechos da história corumbaense.

Autodidata ela atribui seu talento à devoção a São Francisco de Assis. Seu primeiro trabalho sob encomenda foi em 1983, aos 58 anos de idade para as Forças Armadas do Exército, Marinha e Aeronáutica e nunca mais parou. Suas obras podem ser vistas na cidade de Corumbá, Bonito, Três Lagoas e Ladário, todos no Mato Grosso do Sul, em Puerto Suarez na Bolivia, Paraguai e Argentina. Como escritora já escreveu doze livros.

Confira agora o bate-papo exclusivo com dona Izulina Xavier:

Como descobriu o gosto e o dom pelas artes?

Izulina Xavier: Eu já nasci com ele, quando eu era criança eu fazia bonecos de barros e dava de presente para os meus tios e primos. Quando cresci continuei a desenvolver as técnicas e a arte. Casei e vim morar em Corumbá, nessa época eu era só dona de casa, dei um tempo com as artes, pois tinha muitos afazeres do lar como lavar, passar, cozinhar, limpar a casa, cuidar de marido e filhos. Logo que construi essa casa e tive meus filhos voltou o desejo de voltar a fazer os meus trabalhos, estátuas em madeira, barro, cerâmica, porém tive um pouco de prejuízo com a arte em cerâmica, comecei a fazer de concreto e deu certo e é dessa forma que faço até os dias de hoje.

Tem trabalhos da senhora em outros países?

I.X.: Sim, quase todos os países até no Canadá. Os países próximos como Paraguai, Bolivia, Argentina tem vários trabalhos meus, e tem um museu aqui no Brasil que tem duas peças minhas.

O que a Art Izu significa para a senhora?

I.X.: Ah, significa tudo para mim. Aqui é a minha casa, a minha vida, o meu trabalho. Eu agradeço a Deus todos os dias pela minha casa, eu não preciso ir para rua trabalhar, eu trabalho aqui, o meu legado está aqui. É de onde vem a força do meu trabalho, do meu corpo, onde vai ficar a minha marca.

Oferece cursos de artes, dá aulas?

I.X.: Sim, para crianças de colégio ensino a fazer estátuas em cerâmica, pois quem aprende a fazer com cerâmica faz com qualquer outro material seja concreto ou barro (argila).

Qual o objetivo de abrir as portas da sua casa para visitação?

I.X.: Minha casa está sempre aberta à visitação. Todos os dias recebo dois ônibus cheios de turistas que vem de vários estados do Brasil para conhecer a minha casa, o meu trabalho. Já sou conhecida nacionalmente pelas minhas obras. Aqui tem muito trabalho e nessa hora que chegam os visitantes é que paro para descansar e conversar um pouco, tenho cinco funcionários para me ajudar com a organização e limpeza das peças. Gosto muito de animais e meu quintal tem muitas árvores furtífera e todos os dias recebo visita de pássaros, mas eles fazem sujeira nas minhas estátuas (risos), eu e os funcionários cuidamos da limpeza depois. Eu vou doar a minha casa para o Estado para que continue sendo aberta aos turistas que desejam conhecer as minhas obras.

Qual a sensação na conclusão de uma obra?

I.X.: Um alívio, uma sensação de liberdade para poder iniciar uma maior. A sensação semelhante à de uma mãe que acaba de dar a luz a um filho e se encanta com ele.

Qual peça te deu mais prazer em fazer?

I.X.: Ah, foi o Cristo Rei do Pantanal, tem um significado muito grande para mim, uma realização pessoal e profissional, pois ele é uma peça muito grande, na qual levei nove meses para fazer, mas no final deu tudo certo e ficou muito bonito.

Para mais informações sobre Izulina Xavier visite sua página no facebook

Até a próxima!

Por Lilian Andréia

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