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Homem Pantaneiro

29/09/2011 - 15h15

Coluna Homem Pantaneiro - Conheça Roberto Klabin

 
 

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Portal Pantanal Ecoturismo
Roberto Klabin.
Roberto Klabin.

Com expressão serena e muito solícito, Roberto Klabin durante passagem por Campo Grande (MS) no início de setembro, concedeu uma entrevista para o Portal Pantanal Ecoturismo para falar de suas atribuições perante a natureza e também revelar como o Pantanal entrou em sua vida.

Empresário, Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica - maior e mais respeitada ONG Ambiental do Brasil, Presidente do Instituto SOS Pantanal, um dos fundadores da OIKOS- União dos Defensores da Terra, além de atuante em outras instituições, Roberto Klabin reside atualmente em São Paulo, mas sempre que possível vem para o Mato Grosso do Sul e reforça: "Hoje em dia sou menos empresário. Sou muito mais executivo de ONGs", diz. Outro motivo o traz também para o estado é a "Estância Caiman, uma propriedade que tem pecuária extensiva e, inserida no contexto, tenho o projeto de turismo ecológico que é o Refúgio Ecológico Caiman".

Saiba mais sobre Roberto Luis Leme Klabin:

Como as causas ambientais influenciaram suas ações?
RK:
Estou envolvido com a questão ambiental desde 1977 mais ou menos, época em que cursava Direito no Largo do São Francisco (USP), e Fábio Feldmann, que atualmente é uma pessoa muito importante na área ambiental me convidou, naquela época, para iniciar uma luta com mais pessoas contra a instalação do novo aeroporto internacional de São Paulo, em Caucaia do Alto (SP), uma importante região de mananciais para a cidade. Naquela época, que era ditadura ainda, eu comecei a me envolver com esse trabalho. O próximo passo foi a criação da OIKOS que teve até uma importante atuação no Pantanal, principalmente na época da caça ao jacaré.

Em 1986 contribui para a fundação da SOS Mata Atlântica, da qual me tornei presidente em 91- cargo que ocupo até hoje. E desde então fui me voltando cada vez mais para a área ambiental, como um lugar que eu conseguia me ver realizado e onde meus conhecimentos empresariais eram essenciais para obter bons resultados.

Como o pantanal surgiu na sua vida?
RK:
Fui para o Pantanal aos dez anos de idade, para a fazenda da minha família, que hoje parte dela virou a Estância Caiman e o Refúgio Ecológico Caiman. Fiquei fascinado com o Pantanal. Criei depois meu projeto de turismo ecólogico, e recentemente em função de uma ideia do Mario Mantovani e de Alessandro Menezes me chamaram a atenção para uma entidade que pudesse gerar informação para o Pantanal. Nós, então, tivemos a ideia de criar o Instituto SOS Pantanal.

Nos conte sobre a Estância Caiman, uma das atrações do Pantanal sul-mato-grossense?
RK:
A Estância Caiman é uma fazenda muito antiga, fundada por ingleses que compraram e reuniram várias fazendas em uma só chamada Miranda Estância, isso em 1912. Eles venderam em 1950 para minha família, na qual dividida em 1983 entre todos os familiares. Nessa mesma época peguei a minha parte e não só continuei com a pecuária extensiva que já existia, como criei um projeto de turismo ecológico. Fui pioneiro naquela região, e talvez no pantanal, em turismo ecológico, oferecendo às pessoas acesso a uma forma de turismo até então desconhecido.
No início de suas atividades turísticas aceitação foi muito boa por parte dos estrangeiros. Os brasileiros tomaram consciência da região através da novela Pantanal, transmitida pela TV Manchete na época. Entretanto, atualmente, o maior fluxo de turistas são brasileiros.

A Festa do Laço é um dos eventos que apresenta as peculiaridades do dia a dia pantaneiro aos seus visitantes. Fale sobre ela.
RK:
A festa do laço já acontece na Caiman há 18 anos criada a partir de uma sugestão do gerente da fazenda, César Queiroz, que trouxe a ideia de trazer essa festa do laço com o intuito de promover uma maior união entre os trabalhadores da Caiman e peões para desenvolver a competição saudável entre eles e aos poucos convidar vizinhos das fazendas próximas à Caiman para essa competição, permitindo maior interação entre esse público com as peculiaridades do homem pantaneiro, aos contatos, à manutenção da cultura. Era uma festa interna, porém com o tempo começou a atrair alguns olhares, tanto que é uma festa que dura três dias e turistas que estão na Caiman justamente nessa época, tem a oportunidade ter essa experiência e conhecer mais sobre a cultura pantaneira.

De fala e pensamento rápido, Roberto Klabin falou também sobre o Instituto SOS Pantanal e sobre a Expedição Pantanal que acontece até o final do ano em Mato Grosso do Sul.

Sobre o Instituto SOS PANTANAL
O Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal é uma organização não-governamental, privada, sem vínculos partidários ou religiosos e sem fins lucrativos. Foi lançada em julho de 2009, com a missão de informar e promover o diálogo para um Pantanal sustentável. Com representantes dos diversos setores da sociedade pantaneira o SOS Pantanal surge em um momento especial, em que a necessidade da gestão do conhecimento e do diálogo intersetorial são fundamentais para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais do planeta. Esta nova proposta chega para somar com outras iniciativas da região, com o intuito de tornar-se uma ferramenta fundamental na facilitação do diálogo.

Sobre a Expedição Pantanal
A Expedição Pantanal é um projeto do Instituto SOS Pantanal que está mapeando iniciativas voltadas à sustentabilidade na região da Bacia do Alto Paraguai. O objetivo é conhecer estas práticas nas dimensões ambiental, social e econômica para valorizá-las, apresentá-las à sociedade e ao poder público. Com uma abordagem diferenciada, baseada na percepção socioambiental, a equipe de campo levantará informações que ajudarão a identificar as boas práticas desenvolvidas no Pantanal brasileiro. Como resultados serão realizados eventos para apresentar as melhores práticas e as informações coletadas. "Depois de dois anos vamos retornar às fazendas visitadas, saber se as boas práticas foram aplicadas, se deu certo, não deu, não aplicou, mostrar o que aconteceu de relevante e apresentar dados a sociedade brasileira", afirmou Klabin.

Formado em Direito no Largo do São Francisco (USP) e em Administração pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), Roberto Klabin, para finalizar nossa conversa disse que um de seus pratos pantaneiros preferidos é o arroz carreteiro; que atolar no Pantanal foi uma das experiências marcantes que já vivenciou na região e que Pantanal para ele possui apenas um significado: Paixão.

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